Espanha conquista os dois títulos mundiais de padel em Doha. Portugal volta ao pódio

Espanha conquista os dois títulos mundiais de padel em Doha. Portugal volta ao pódio

Espanha é a grande vencedora do Mundial de padel 2026, depois de superar a Argentina nas finais masculina e feminina. A competição, disputada em Doha, ficou também marcada por mais uma excelente prestação de Portugal, que conquistou a medalha de bronze em masculinos e terminou no 5.º lugar em femininos.

O Campeonato do Mundo de padel 2026 terminou este sábado, 7 de novembro, em Doha, no Qatar, com Espanha a conquistar os dois títulos mundiais, confirmando a sua posição de destaque na modalidade.

Num torneio que reuniu 32 seleções, divididas entre os quadros masculino e feminino, os espanhóis levaram a melhor sobre a Argentina nas duas finais, encerrando uma semana marcada por grandes encontros, rivalidades históricas e momentos de enorme emoção.

No feminino, Espanha prolongou uma impressionante sequência de conquistas, alcançando o sétimo título mundial consecutivo. No masculino, conseguiu recuperar o troféu que tinha perdido para a Argentina em 2024, precisamente em Doha.

Mas o Mundial também deixou motivos de orgulho para o padel português. A seleção masculina voltou a conquistar a medalha de bronze, enquanto a equipa feminina garantiu um lugar entre as cinco melhores seleções do mundo.

Espanha recupera o título mundial masculino numa final emocionante

A final masculina colocou frente a frente as duas maiores potências do padel mundial. De um lado, a Argentina, que procurava conquistar o terceiro título consecutivo. Do outro, Espanha, determinada em recuperar o troféu depois da derrota na final de 2024.

O primeiro encontro foi disputado entre Juan Lebrón e Aimar Goñi, pela seleção espanhola, e Martín Di Nenno e Leo Augsburger, pela Argentina.

Num duelo extremamente equilibrado, a dupla espanhola conseguiu dar a volta ao resultado depois de perder o primeiro set, vencendo por 5/7, 7/5 e 6/2, colocando Espanha em vantagem na eliminatória.

A resposta argentina surgiu no segundo encontro. Agustín Tapia e Fede Chingotto superaram Paquito Navarro e Jon Sanz por 6/1 e 6/2, restabelecendo a igualdade e levando a decisão do título para o terceiro e último duelo.

Com a pressão no máximo, Arturo Coello e Coki Nieto entraram em campo frente a Tino Libaak e Gonzalo Alfonso, sabendo que uma vitória lhes permitiria devolver o título mundial a Espanha.

A dupla espanhola mostrou-se superior nos momentos decisivos e venceu por 6/3 e 6/3, selando a conquista do Mundial masculino.

Depois de ver a Argentina levantar o troféu nas duas edições anteriores, Espanha voltou assim ao lugar mais alto do pódio, completando uma dobradinha em Doha.

Espanha mantém a hegemonia feminina e conquista o sétimo Mundial consecutivo

Se no masculino havia contas a ajustar, no feminino Espanha chegava a Doha com o objetivo de prolongar uma das maiores sequências de domínio da história do padel.

A seleção espanhola confirmou novamente o seu favoritismo, conquistando o sétimo título mundial consecutivo e o décimo da sua história.

Ari Sánchez e Andrea Ustero foram as primeiras a entrar em ação, enfrentando Martina Fassio e Aranzazu Osoro. A dupla espanhola impôs o seu ritmo e venceu por 6/3 e 6/3, garantindo o primeiro ponto da final.

O segundo encontro colocou frente a frente Gemma Triay e Paula Josemaría e a dupla argentina formada por Delfi Brea e Claudia Jensen.

Num dos encontros mais interessantes da jornada, as espanholas venceram o primeiro set por 6/2, mas encontraram forte resistência no segundo, que acabou por ser conquistado pelas argentinas no tie-break.

O duelo ficou decidido no terceiro set, com Triay e Josemaría a conseguirem uma vantagem decisiva para fechar o encontro por 6/2, 6/7 e 6/3, após 2 horas e 38 minutos de jogo.

Com o triunfo por 2-0 na eliminatória, Espanha voltou a erguer o troféu mundial, confirmando a profundidade e a qualidade de uma geração que continua a dominar o padel feminino internacional.

Portugal volta a fazer história com mais uma medalha de bronze

A seleção portuguesa masculina voltou a demonstrar que pertence à elite do padel mundial, terminando a competição no 3.º lugar, pela segunda edição consecutiva.

Depois de uma fase de grupos com três vitórias, Portugal eliminou os Países Baixos nos quartos de final, garantindo a presença entre as quatro melhores seleções do mundo.

Nas meias-finais, os portugueses encontraram uma das principais candidatas ao título, Espanha. Apesar da derrota por 2-0, a seleção nacional protagonizou momentos de excelente padel, com destaque para o encontro dos irmãos Nuno e Miguel Deus frente a Mike Yanguas e Aimar Goñi.

Esse duelo ficou também marcado por um dos gestos de fair play mais comentados do Mundial. Num ponto decisivo do primeiro set, Paquito Navarro e Juan Lebrón, que estavam no banco espanhol, intervieram para reconhecer um toque de Aimar Goñi que não tinha sido assinalado pelo árbitro, permitindo que o ponto fosse atribuído à dupla portuguesa.

Um gesto que mereceu aplausos de ambas as seleções e que demonstrou que, mesmo nos momentos de maior pressão, o respeito e a verdade desportiva continuam a ter um papel fundamental no padel.

Na disputa pela medalha de bronze, Portugal voltou a encontrar Itália, repetindo o duelo de 2024.

A eliminatória começou com uma derrota de Peu Araújo e Pedro Graça frente a Flavio Abbate e Álvaro Montiel, por 6/4, 6/7 e 6/7.

Os irmãos Deus devolveram a igualdade à seleção portuguesa, vencendo Aris Patiniotis e Giulio Graziotti por 6/4, 3/6 e 6/4.

Coube depois a Diogo Jesus e Pedro Perry fechar a eliminatória, com uma vitória por 6/4 e 6/1 frente a Simone Iacovino e Marco Cassetta.

Portugal venceu Itália por 2-1 e voltou a conquistar a medalha de bronze mundial, reforçando a sua posição entre as grandes seleções internacionais.

Seleção feminina termina num honroso 5.º lugar

Também a seleção portuguesa feminina deixou uma imagem positiva no Mundial, terminando no 5.º lugar.

A equipa nacional viu o sonho das meias-finais terminar frente à Argentina, nos quartos de final, mas respondeu da melhor forma nos encontros de classificação.

Na disputa pelo 5.º lugar, Portugal enfrentou os Países Baixos e conseguiu uma vitória por 2-1, depois de começar a eliminatória em desvantagem.

Ana Catarina Nogueira e Andrea Achando garantiram o empate, deixando a decisão nas mãos de Patrícia Ribeiro e Clarinha Santos, que venceram o encontro decisivo por 6/3, 5/7 e 6/1.

O resultado permitiu à seleção feminina terminar a competição entre as cinco melhores equipas do mundo, encerrando o Mundial com uma vitória e motivos para encarar o futuro com ambição.

Um Mundial que confirmou a rivalidade entre Espanha e Argentina

A edição de 2026 voltou a colocar Espanha e Argentina frente a frente nas duas finais, reforçando uma rivalidade que continua a definir o topo do padel mundial.

Apesar da concentração dos títulos nestas duas seleções, a competição também demonstrou a evolução de outros países.

Portugal voltou a subir ao pódio masculino, Itália conquistou o bronze feminino e seleções como França, Suécia e Alemanha continuaram a mostrar sinais de crescimento, num panorama internacional cada vez mais competitivo.

A edição ficou ainda marcada pelas diferentes gerações que partilharam os campos de Doha, desde jogadores experientes como Paquito Navarro e Juan Lebrón até jovens talentos como Andrea Ustero, Aimar Goñi e Leo Augsburger.

Classificação final do Mundial de padel 2026

Posição Masculino Feminino
🥇 1.º 🇪🇸 Espanha 🇪🇸 Espanha
🥈 2.º 🇦🇷 Argentina 🇦🇷 Argentina
🥉 3.º 🇵🇹 Portugal 🇮🇹 Itália
4.º 🇮🇹 Itália 🇫🇷 França
5.º 🇸🇪 Suécia 🇵🇹 Portugal

Doha despede-se de um Mundial de grandes emoções

Depois de seis dias de competição, o Mundial de padel 2026 chegou ao fim com Espanha como grande vencedora, conquistando os dois títulos em disputa.

A Argentina voltou a confirmar a sua competitividade, terminando com duas medalhas de prata, enquanto Portugal reforçou o seu estatuto no panorama internacional.

Para o padel português, o balanço é especialmente positivo: uma medalha de bronze masculina e um 5.º lugar feminino, resultados que confirmam a capacidade das seleções nacionais para competir entre as melhores do mundo.

Doha voltou a proporcionar um Mundial de grande intensidade, com finais emocionantes, rivalidades históricas e gestos de desportivismo que merecem ser recordados para lá dos resultados.

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